quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Neo-Realismo no cinema, tema do nº 12

Nova Síntese, n.º 12 (2017) - Neo-Realismo no Cinema

Sinopse: O Neo-Realismo no cinema é sobretudo conotado com o cinema italiano do pós-guerra e com diversos autores que, todavia, nos anos 50 começam a divergir das tendências iniciais, definidas essencialmente como um humanismo atento às realidades sociais. A tendência realista perdura ainda nos cinemas novos dos anos 60, mesmo quando se revela como divergência estética, o que nos abre uma maior latitude nesta abordagem. As sementes deste movimento, que se tornou de sucesso internacional, medraram noutros países que receberam essa proposta de cinema como modelo, influência e estímulo. Assim nasceram correntes neo-realistas peculiares em países de língua latina, como França, Espanha, Portugal, Brasil, Argentina, México, etc. – conjunto que, delimitando um vasto circuito de intercâmbios linguísticos, culturais e artísticos, não será aqui mais do que levemente aflorado. O número 12 da revista Nova Síntese, dedicado ao cinema, permitirá esboçar algumas ligações entre os cinemas italiano, francês, português, brasileiro e cabo-verdiano, deixando para outras incursões todo o restante território inexplorado do cinema realista e seus impactos na história da cultura local e global. Há toda uma nova revisão histórica a fazer sobre este movimento, tanto analítica como teoricamente.

Índice: Nota da direcção

1. Neo-Realismo no Cinema
Apresentação
Leonor Areal

O Neo-Realismo no cinema
Carlos Melo Ferreira

A imagem da imagem: a Sicília de Giovanni Verga no cinema de Luchino Visconti
Gaspare Trapani

Zavattini e a potência do “real” no cinema
Maria do Rosário Lupi Bello

“Uma história italiana”: Metello de Vasco Pratolini entre cinema e literatura
Ada Milani

Un néo-réalisme français? (Ou néo-réalisme italien et «réalisme noir» du cinéma français?)
Michel Marie

Percepção e visualidade na obra de Manuel da Fonseca – A arte de escrever como se fora um filme
Domingos Lobo

O “trabalho de campo” na génese do argumento do filme Nazaré (1952), por Alves Redol e Manuel Guimarães
Leonor Areal

Fernando Namora – do novo Realismo ao cinema novo
Fernando Batista

Ernesto de Sousa (1921-1988): «Dom Roberto, um homem de fantoches que luta para não ser um deles»
Paula Pinto

A Promessa: de peça de teatro “indigna de plateias cristãs” a obra cinematográfica “anarco-mística”
Jorge Palinhos

Ilhéu de Contenda: do romance ao filme
Glória de Brito

Selvas selvagens (Ecos do neorrealismo em São Paulo Sociedade Anônima e Selva Trágica)
Adalberto Müller

Iracema-1974, cinema, malandragem e capitalismo
Ana Paula Pacheco

Tradições populares, cultura de massas e a sombra do film noir nas metamorfoses do Neo-Realismo português
Carlos Figueiredo Jorge

A prática do inquérito no cinema português actual
Jorge Leitão Ramos

Notas sobre cinema português e acção cultural cinematográfica no contexto do movimento neo-realista: O ABC Cine-Clube de Lisboa
António Manuel Garcia/ Manuel Neves

O Neo-Realismo italiano na actividade do Cine-Clube Universitário de Lisboa
António Mota Redol

O tempo dos cineclubes em Angola
Leonel Cosme

2. No centenário do nascimento de Romeu Correia (2017)
Romeu Correia: In memoriam do Escritor de Almada
Alexandre M. Flores

Romeu Correia – Temas e pretextos deste invulgar polígrafo
Edite Condeixa

Romeu Correia – Bibliografia cronológica. Obra publicada e não publicada
Edite Condeixa

3. Texto apresentado em sessão organizada pela Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo
Largo da Mutamba, de Domingos Lobo
Sérgio de Sousa

4. Relatório de Actividades da Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo em 2016

Normas redaccionais para a elaboração dos textos relativos à revista Nova Síntese (recomendações)

Detalhes:
Ano: 2017
Capa: capa mole
Tipo: Livro
N. páginas: 386
Formato: 23x16
ISSN: 1646-5989
Edições Colibri, Lisboa

http://www.edi-colibri.pt/Detalhes.aspx?ItemID=2184

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Apresentação - 8 de Abril no Museu do Neo-Realismo

A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira/Museu do Neo-Realismo e a Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo apresentam, no próximo dia 8 de Abril, pelas 15h00, no Auditório do Museu do Neo-Realismo, o nº10 da Revista Nova Síntese, dedicado às relações do Neo-Realismo com as Artes Visuais.

A sessão conta com as presenças de Vítor Viçoso, Diretor da Revista e António Pedro Pita, Diretor Científico do Museu do Neo-Realismo, e tem apresentação de David Santos, coordenador da parte 1 deste número.

Entrada livre, sujeita à lotação da sala.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Lançamento da revista Nova Síntese nº 10

Apresentação pela historiadora de arte Cristina Azevedo na
Faculdade de Belas Artes de Lisboa - Auditório Lagoa Henriques
Largo da Academia Nacional de Belas Artes
Sexta-feira, 17 Fevereiro, 18 horas



O presente número da revista Nova Síntese é dedicado às relações do neorrealismo com as artes visuais. O tema impõe-se, desde logo, pela natureza específica de uma ligação profícua e complexa (contrariando assim algumas ideias comuns que proliferam ainda na história da arte do nosso país) e que motivou o empenho de muitos dos melhores artistas da terceira geração modernista portuguesa, com expressão desde meados dos anos 40 até ao final da década seguinte. Apesar de a produção de obras de arte inspiradas por alguns princípios estéticos e éticos identificados com o movimento neorrealista ter dominado sobretudo a arte moderna portuguesa no período do imediato pós-guerra, uma poética sensível aos temas sociais, com sentido mais ou menos crítico e reivindicativo, fez o seu caminho ao longo dos anos 50 até se associar, lentamente, a uma opção mais individual de observação e prática em torno de uma nova figuração inspirada já por outras coordenadas, como podemos ler na interpretação proposta por Fernando Rosa Dias, no primeiro e mais extenso ensaio desta edição. Diríamos que, durante pouco mais de quinze anos, o neorrealismo esteve presente no percurso, no imaginário e nos desenvolvimentos da arte portuguesa de um modo que merece não apenas ser reconhecido como reinterpretado, sob a ótica de novas linhas de investigação que contribuam finalmente para desfazer mitos e ideias pouco produtivas sobre a sua importância no panorama artístico do século XX português. Essa mesma ideia havia já presidido ao conjunto de ensaios sobre artes plásticas, fotografia e cinema que fora publicado pelo Museu do Neo-Realismo em 2007, aquando da apresentação do livro-catálogo da exposição permanente do museu vila-franquense, intitulada Batalha pelo Conteúdo – Movimento Neo-Realista Português. Passada uma década sobre esse primeiro balanço, julgámos ser oportuno lançar de novo o desafio a alguns investigadores portugueses para sobre esta matéria se pronunciarem ou promoverem a publicação de alguns contributos entretanto confirmados. ¶¶ Nessa medida, este número da Nova Síntese apresenta nove ensaios que investem noutras leituras sobre alguns aspetos artísticos centrados ou tangenciais ao neorrealismo e que, estamos certos, contribuirão de modo decisivo e influente para uma nova luz sobre o tema. (…)¶ [Da Apresentação, David Santos]
 
Coordenador deste número: Dr. David Santos

Índice:

1. Neo-Realismo e Artes Visuais
Apresentação - David Santos
O Neo-realismo nas artes plásticas: encruzilhadas para uma caracterização - Fernando Rosa Dias
Escultura neo-realista em Portugal: alguns apontamentos e a síntese possível - Eduardo Duarte
Mário Dionísio e o(s) neo-realismo(s) - Paula Ribeiro Lobo
Na casa da pintura  - José Luís Porfírio
Rogério Ribeiro e Melpómene: a tragédia como consciência e resistência  - Emília Ferreira
Luís Dourdil e os caminhos do (neo)realismo - David Santos
Da representação social em arte ao empenhamento político-artístico: Imagens d’ O Diabo - Luísa Duarte Santos
Da reprodução da obra à descoberta do fragmento: que “aura” se recupera de uma pintura fragmentada? Contributos para a (re)valorização de uma pintura neo-realista - Paula Loura Batista
Portinari – Três Momentos Elza Ajzenberg Edusp – Editora da Universidade de São Paulo, 2012
- Maria de Lourdes Riobom
 

2. Texto anexo
Manuel Filipe: o neo-realismo e a repressão - Arsénio Mota

3. No centenário do nascimento de Garcez da Silva (2015)
Garcez da Silva e a poesia neo-realista - Manuel G. Simões
Garcez da Silva, contista, viajante e cronista de arte - José Manuel de Vasconcelos

4. Textos apresentados em sessões organizadas pela Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo
Álvaro Guerra, às voltas com a história - António Mega Ferreira
“O homem dos balões”: Arsénio Mota e a literatura para crianças e jovens - Violante F. Magalhães

5. Relatório de Actividades da Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo em 2015

Ano: 2016
Nº. páginas: 248

http://www.edi-colibri.pt/Detalhes.aspx?ItemID=2088

sábado, 3 de dezembro de 2016

Lançamento da revista Nova Síntese, nº 9 (2016)

Hoje, pelas 16h00, no Auditório do Museu do Neo-Realismo, decorre a apresentação do nº9 da Revista Nova Síntese – Imprensa Regional e Neo-Realismo, que se debruça sobre a importância da imprensa periódica na génese do movimento neorrealista.

A apresentação estará a cargo de António Pedro Pita, Diretor Científico do Museu do Neo-Realismo, e conta com as presenças de Vitor Viçoso, Diretor da Revista, e de António Gomes Marques, coordenador da parte 1 deste número.

Tema: Imprensa Regional e Neo-Realismo

É bem conhecida, na génese do Movimento Neo-Realista, a importância da imprensa periódica, como bem demonstram os trabalhos pioneiros de António Pedro Pita e de Luís Augusto Costa Dias, nomeadamente no catálogo que ambos conceberam para a exposição que, sobre o tema, se realizou em Vila Franca-de-Xira, em Novembro de 1996.

Para além desta monografia, António Pedro Pita foi publicando vários textos sobre a problemática neo-realista, que reuniu em livro, dedicando o III capítulo à imprensa no aparelho cultural neo-realista. O autor, para além das considerações gerais, fala da imprensa coimbrã de tendência neo-realista e insere notas sobre a nova fase, a partir de 1940, do quinzenário de acção literária e regional A Mocidade, cujo director, editor e proprietário foi Garibaldino de Andrade.¶

Também Luís Augusto Costa Dias não limitou as suas investigações àquela monografia; para além de estudos dispersos por várias publicações, apresentou em 2011, a sua tese de doutoramento em História, com o título “O «Vértice» de uma Renovação Cultural – Imprensa periódica na formação do Neo-Realismo (1930-1945)”, tratando não só do tema que referimos no início, mas, fundamentalmente, visando «inquirir se o Neo-Realismo português constituiu uma corrente estética, portadora de uma visão estética própria e alternativa aos modelos seus contemporâneos, a partir do território histórico em que os seus protagonistas se confrontaram em (e com) determinadas circunstâncias da vida cultural e política.» (p.5), constituindo, julgamos, uma das mais profundas investigações sobre a problemática neo-realista.

Na década de 60 do século passado, uma camada de jovens autores segue as pisadas dos iniciadores do Movimento Neo-Realista, desenvolvendo uma acção, dentro da mesma filosofia, ou seja, na «luta a favor dos outros», feliz expressão de Ferreira de Castro numa entrevista ao Notícias da Amadora, lembrada por Orlando César no texto inserto neste número da Nova Síntese.

Mas esta luta ganha outros espaços geográficos, sendo de destacar o papel de Garibaldino de Andrade, professor do ensino primário, que, depois da gloriosa aventura vivida com o quinzenário A Mocidade, vê-se obrigado a procurar ganhar a vida em Angola, onde, com os jornalistas Leonel Cosme, Carlos Sanches e Maurício Soares, funda as Publicações Imbondeiro, na cidade de Sá da Bandeira, em Janeiro de 1960, como nos recorda o próprio Leonel Cosme, entretanto regressado à Metrópole, nas páginas deste número da revista.

A juntar àqueles, temos de relevar também os estudos vários que a Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo vem publicando, incluindo natural e obrigatoriamente os insertos nos vários números da sua revista Nova Síntese, que o leitor e o investigador têm agora à sua disposição (...) ¶ [retirado da Apresentação de António Gomes Marques]

Índice:
1. Imprensa Regional e Neo-Realismo

Apresentação António Gomes Marques

Publicações d’A Imprensa Periódica na Génese do Movimento Neo-Realista (1933-1945)
Direcção de Nova Síntese

Novas Incursões Neo-Realistas por V. N. de Famalicão
Amadeu Gonçalves

A Planície: pluralidade e “Convívio” num jornal do Alentejo
Alberto Franco

António Vicente Campinas e o Foz do Guadiana
Maria João Raminhos Duarte

Um Mensageiro que anuncia uma “boa nova”
António Mota Redol

Imbondeiro e o Neo-Realismo em Angola
Leonel Cosme

Publicações Imbondeiro e sua Importância na Literatura Portuguesa dos Anos 60, do Século XX
António Augusto Sales

O Neo-Realismo nos suplementos culturais da imprensa regional. Os casos de Companha e Independência Literária
Carlos Braga

O Suplemento do Jornal Badaladas
António Augusto Sales

Dois Projectos de Dinamização Cultural: “Labareda” e “Nova Realidade”
Manuel G. Simões

Notícias da Amadora: Intervir pela palavra na «luta a favor dos outros»
Orlando César

De relance: os anos ’60 e os Encontros da Imprensa Cultural Arsénio Mota

Noite e Nevoeiro – Reflexão e notas sobre os “Encontros dos Suplementos e Páginas Culturais da Imprensa Regional”
Carlos Loures

Edição na província: livros marxistas e antifascistas antes do 25 de Abril (fora de Lisboa e do Porto)
Flamarion Maués

Editoras que publicaram textos do Neo-Realismo, sediadas em localidades que não sejam Lisboa e Porto
António Mota Redol

2. No centenário do nascimento de Joaquim Namorado (2014)

Memória de Joaquim Namorado
Rui Namorado

Dois Poetas de Navegações e Futuro – Joaquim Namorado e Fernando Pessoa
Maria Fernanda Campos

3. Actividades da Associação Promotora do Museu Neo-Realismo

Relatório de Actividades da Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo em 2014

Ano: 2016
Edição: Colibri
N. páginas: 354
Formato: 23x16
ISSN: 1646-5989

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Chamada de artigos para o n.º 12

NOVAS DATAS
Envio de resumos/propostas até 31 de Dezembro de 2016
Envio de textos até 28 de Fevereiro de 2017
Línguas: português e castelhano
Email: leonor(ponto)areal4(arroba)gmail(ponto)com

Tema: Neo-realismo no cinema

O Neo-realismo no cinema é sobretudo conotado com o cinema italiano do pós-guerra e com diversos autores que, todavia, nos anos 50 começam a divergir das tendências iniciais, definidas essencialmente como um humanismo atento às realidades sociais. As sementes deste movimento, que se tornou de sucesso internacional, medraram noutros países que receberam essa proposta de cinema como modelo, influência e estímulo. Assim nasceram correntes neo-realistas peculiares em países latinos de regime autoritário, como Espanha, Portugal, Brasil e outros hispano-americanos, conjunto que aqui delimita um circuito de intercâmbios linguísticos, culturais e artísticos que será interessante relacionar. A tendência realista dos anos 50 perdura ainda nos cinemas novos dos anos 60, mesmo quando se revela como divergência estética, o que nos abre uma maior latitude nesta abordagem.

Sugestões temáticas

Âmbito:

Neo-realismo no cinema português, italiano, espanhol, brasileiro e hispano-americano
Neo-realismo e novos-cinemas
Relações entre o cinema, a literatura e outras artes
Contextos geracionais e políticos

Abordagens:
  • estudo de autores e obras cinematográficas
  • adaptação de obras literárias
  • influências do neo-realismo literário no Novo Cinema português
  • correntes no cinema dos anos 50 e 60
  • representações culturais e sociais
  • temáticas recorrentes
  • (pescadores, camponeses, operários, subúrbios, marginalidade, circo, etc.)
  • outros realismos, influências e heranças
  • circulação de ideias estéticas
  • modos de criação e produção
  • continuidades e rupturas
  • projectos não-realizados (de escritores e cineastas)
  • análise comparada
  • teoria do cinema e releitura de obras
  • recepção e crítica
  • revistas cinematográficas e público
  • melodrama e realismo
  • ideologia e política
  • identidade cultural e nacional
  • realismo e etnografia
  • movimento cineclubista
  • festivais de cinema
  • cinema militante
  • censura
  • documentário
  • fotografia
  • etc.

Director: Vítor Pena Viçoso
Director-adjunto: António Mota Redol
Coordenação do nº 12: Leonor Areal
Propriedade e Administração: Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo

Normas de referência bibliográfica

Normas redaccionais para a elaboração dos textos para a revista Nova Síntese

1. Citações:
As citações até três linhas devem integrar o corpo do texto e ser assinaladas entre aspas («…») e não entre vírgulas altas duplas (“…”). Devem ser escritas em letra igual à do texto, não em itálico. Ex.: «Uma camponesa…»

As citações com mais de três linhas devem constituir um parágrafo independente, mas em tipo menor, sem aspas, sem ser recolhido nem grifado. Ex.:

         Entre os vários traços caracterizadores de alguns dos mais importantes escritores  
          neo-realistas destaca-se uma relação pregnante com o imaginário telúrico. Ou

2. Destaques:
O itálico ou grifo deve ser reservado para palavra ou locução em língua estrangeira.
Para destacar um vocábulo em português deve usar vírgulas altas simples ou duplas, o negro, etc.
Não utilizar o sublinhado.

3. Notas:
As notas devem figurar em rodapé. Quando se tratar de simples remissão bibliográfica,
esta pode ser intercalada no corpo do texto, indicando o sobrenome do autor, o ano e nº. da página. Ex.: (Namora, 1945, 56). Este caso só se justifica se o trabalho contiver uma bibliografia final suficientemente ampla e ordenada pelo sobrenome destacado dos autores (digamos a partir de 10 títulos). Caso contrário a sua leitura torna-se incómoda.

A assinalação das notas de rodapé, no texto, deve fazer-se usando um número elevado (ou expoente). Ex.: «Fernando precisa de uma rapariga séria, recatada, capaz de suportar uma solidão como a sua»1.

No rodapé a nota deve, pois, ser assinalada pelo número respectivo, em expoente, seguindo-se o texto citado.

4. Identificação das obras:
Os elementos de identificação devem ser separados por vírgulas.
Em livros: Autor, Título [em itálico], cidade, editor, ano, nº de edição, volume, página.
Ex.: Carlos de Oliveira, Alcateia, Coimbra, Coimbra Editora, 1944, p. 95.

Em partes de livros ou de miscelâneas, em poemas: Autor, “Parte do livro, da miscelânea, do poema, etc.[entre aspas duplas altas]”, Título do livro [em itálico], (Organizador ou coordenador, etc., entre parênteses), cidade, editor, ano, nº de edição, volume, página [só com um p.].

Artigos de revista ou de outros periódicos: Autor, “Título do artigo [entre aspas duplas altas]”, Revista [em itálico e sem vírgula a seguir] número, tomo ou fascículo [com vírgula entre eles, mas não a seguir] (Cidade, ano) [entre parênteses] número das páginas do artigo [sem vírgula antes, nem abreviatura p.].

Referência a livros e revistas no texto: em itálico, com a primeira letra de cada palavra em caixa alta, com excepção de “e” e artigos.

5. Não deixar espaço depois dos seguintes sinais: « ou ( . E imediatamente antes do seu fecho.
Ex.: «Fernando…a sua» ou (Fernando…a sua).

6. Identificar o autor. No início do artigo vem primeiro o título e depois o nome do autor (em itálico) seguido de asterisco. Este é retomado no rodapé com a identificação do autor, pelo grau académico ou profissão.

1 Obra citada, de acordo com as normas de identificação.