Hoje, pelas 16h00, no Auditório do Museu do Neo-Realismo, decorre a apresentação do nº9 da Revista Nova Síntese – Imprensa Regional e Neo-Realismo, que se debruça sobre a importância da imprensa periódica na génese do movimento neorrealista.
A apresentação estará a cargo de António Pedro Pita, Diretor Científico do Museu do Neo-Realismo, e conta com as presenças de Vitor Viçoso, Diretor da Revista, e de António Gomes Marques, coordenador da parte 1 deste número.
Tema: Imprensa Regional e Neo-Realismo
É bem conhecida, na génese do Movimento Neo-Realista, a importância da imprensa periódica, como bem demonstram os trabalhos pioneiros de António Pedro Pita e de Luís Augusto Costa Dias, nomeadamente no catálogo que ambos conceberam para a exposição que, sobre o tema, se realizou em Vila Franca-de-Xira, em Novembro de 1996.
Para além desta monografia, António Pedro Pita foi publicando vários textos sobre a problemática neo-realista, que reuniu em livro, dedicando o III capítulo à imprensa no aparelho cultural neo-realista. O autor, para além das considerações gerais, fala da imprensa coimbrã de tendência neo-realista e insere notas sobre a nova fase, a partir de 1940, do quinzenário de acção literária e regional A Mocidade, cujo director, editor e proprietário foi Garibaldino de Andrade.¶
Também Luís Augusto Costa Dias não limitou as suas investigações àquela monografia; para além de estudos dispersos por várias publicações, apresentou em 2011, a sua tese de doutoramento em História, com o título “O «Vértice» de uma Renovação Cultural – Imprensa periódica na formação do Neo-Realismo (1930-1945)”, tratando não só do tema que referimos no início, mas, fundamentalmente, visando «inquirir se o Neo-Realismo português constituiu uma corrente estética, portadora de uma visão estética própria e alternativa aos modelos seus contemporâneos, a partir do território histórico em que os seus protagonistas se confrontaram em (e com) determinadas circunstâncias da vida cultural e política.» (p.5), constituindo, julgamos, uma das mais profundas investigações sobre a problemática neo-realista.
Na década de 60 do século passado, uma camada de jovens autores segue as pisadas dos iniciadores do Movimento Neo-Realista, desenvolvendo uma acção, dentro da mesma filosofia, ou seja, na «luta a favor dos outros», feliz expressão de Ferreira de Castro numa entrevista ao Notícias da Amadora, lembrada por Orlando César no texto inserto neste número da Nova Síntese.
Mas esta luta ganha outros espaços geográficos, sendo de destacar o papel de Garibaldino de Andrade, professor do ensino primário, que, depois da gloriosa aventura vivida com o quinzenário A Mocidade, vê-se obrigado a procurar ganhar a vida em Angola, onde, com os jornalistas Leonel Cosme, Carlos Sanches e Maurício Soares, funda as Publicações Imbondeiro, na cidade de Sá da Bandeira, em Janeiro de 1960, como nos recorda o próprio Leonel Cosme, entretanto regressado à Metrópole, nas páginas deste número da revista.
A juntar àqueles, temos de relevar também os estudos vários que a Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo vem publicando, incluindo natural e obrigatoriamente os insertos nos vários números da sua revista Nova Síntese, que o leitor e o investigador têm agora à sua disposição (...) ¶ [retirado da Apresentação de António Gomes Marques]
Índice:
1. Imprensa Regional e Neo-Realismo
Apresentação António Gomes Marques
Publicações d’A Imprensa Periódica na Génese do Movimento Neo-Realista (1933-1945)
Direcção de Nova Síntese
Novas Incursões Neo-Realistas por V. N. de Famalicão
Amadeu Gonçalves
A Planície: pluralidade e “Convívio” num jornal do Alentejo
Alberto Franco
António Vicente Campinas e o Foz do Guadiana
Maria João Raminhos Duarte
Um Mensageiro que anuncia uma “boa nova”
António Mota Redol
Imbondeiro e o Neo-Realismo em Angola
Leonel Cosme
Publicações Imbondeiro e sua Importância na Literatura Portuguesa dos Anos 60, do Século XX
António Augusto Sales
O Neo-Realismo nos suplementos culturais da imprensa regional. Os casos de Companha e Independência Literária
Carlos Braga
O Suplemento do Jornal Badaladas
António Augusto Sales
Dois Projectos de Dinamização Cultural: “Labareda” e “Nova Realidade”
Manuel G. Simões
Notícias da Amadora: Intervir pela palavra na «luta a favor dos outros»
Orlando César
De relance: os anos ’60 e os Encontros da Imprensa Cultural Arsénio Mota
Noite e Nevoeiro – Reflexão e notas sobre os “Encontros dos Suplementos e Páginas Culturais da Imprensa Regional”
Carlos Loures
Edição na província: livros marxistas e antifascistas antes do 25 de Abril (fora de Lisboa e do Porto)
Flamarion Maués
Editoras que publicaram textos do Neo-Realismo, sediadas em localidades que não sejam Lisboa e Porto
António Mota Redol
2. No centenário do nascimento de Joaquim Namorado (2014)
Memória de Joaquim Namorado
Rui Namorado
Dois Poetas de Navegações e Futuro – Joaquim Namorado e Fernando Pessoa
Maria Fernanda Campos
3. Actividades da Associação Promotora do Museu Neo-Realismo
Relatório de Actividades da Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo em 2014
Ano: 2016
Edição: Colibri
N. páginas: 354
Formato: 23x16
ISSN: 1646-5989
sábado, 3 de dezembro de 2016
segunda-feira, 17 de outubro de 2016
Chamada de artigos para o n.º 12
NOVAS DATAS
Envio de resumos/propostas até 31 de Dezembro de 2016Envio de textos até 28 de Fevereiro de 2017
Línguas: português e castelhano
Email: leonor(ponto)areal4(arroba)gmail(ponto)com
Tema: Neo-realismo no cinema
O Neo-realismo no cinema é sobretudo conotado com o cinema italiano do pós-guerra e com diversos autores que, todavia, nos anos 50 começam a divergir das tendências iniciais, definidas essencialmente como um humanismo atento às realidades sociais. As sementes deste movimento, que se tornou de sucesso internacional, medraram noutros países que receberam essa proposta de cinema como modelo, influência e estímulo. Assim nasceram correntes neo-realistas peculiares em países latinos de regime autoritário, como Espanha, Portugal, Brasil e outros hispano-americanos, conjunto que aqui delimita um circuito de intercâmbios linguísticos, culturais e artísticos que será interessante relacionar. A tendência realista dos anos 50 perdura ainda nos cinemas novos dos anos 60, mesmo quando se revela como divergência estética, o que nos abre uma maior latitude nesta abordagem.
Sugestões temáticas
Âmbito:
Neo-realismo no cinema português, italiano, espanhol, brasileiro e hispano-americano
Neo-realismo e novos-cinemas
Relações entre o cinema, a literatura e outras artes
Contextos geracionais e políticos
Abordagens:
- estudo de autores e obras cinematográficas
- adaptação de obras literárias
- influências do neo-realismo literário no Novo Cinema português
- correntes no cinema dos anos 50 e 60
- representações culturais e sociais
- temáticas recorrentes
- (pescadores, camponeses, operários, subúrbios, marginalidade, circo, etc.)
- outros realismos, influências e heranças
- circulação de ideias estéticas
- modos de criação e produção
- continuidades e rupturas
- projectos não-realizados (de escritores e cineastas)
- análise comparada
- teoria do cinema e releitura de obras
- recepção e crítica
- revistas cinematográficas e público
- melodrama e realismo
- ideologia e política
- identidade cultural e nacional
- realismo e etnografia
- movimento cineclubista
- festivais de cinema
- cinema militante
- censura
- documentário
- fotografia
- etc.
Director: Vítor Pena Viçoso
Director-adjunto: António Mota Redol
Coordenação do nº 12: Leonor Areal
Propriedade e Administração: Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo
Normas de referência bibliográfica
Normas redaccionais para a elaboração dos textos para a revista Nova Síntese
1. Citações:
As citações até três linhas devem integrar o corpo do texto e ser assinaladas entre aspas («…») e não entre vírgulas altas duplas (“…”). Devem ser escritas em letra igual à do texto, não em itálico. Ex.: «Uma camponesa…»
As citações com mais de três linhas devem constituir um parágrafo independente, mas em tipo menor, sem aspas, sem ser recolhido nem grifado. Ex.:
Entre os vários traços caracterizadores de alguns dos mais importantes escritores
2. Destaques:
O itálico ou grifo deve ser reservado para palavra ou locução em língua estrangeira.
Para destacar um vocábulo em português deve usar vírgulas altas simples ou duplas, o negro, etc.
Não utilizar o sublinhado.
3. Notas:
As notas devem figurar em rodapé. Quando se tratar de simples remissão bibliográfica,
esta pode ser intercalada no corpo do texto, indicando o sobrenome do autor, o ano e nº. da página. Ex.: (Namora, 1945, 56). Este caso só se justifica se o trabalho contiver uma bibliografia final suficientemente ampla e ordenada pelo sobrenome destacado dos autores (digamos a partir de 10 títulos). Caso contrário a sua leitura torna-se incómoda.
A assinalação das notas de rodapé, no texto, deve fazer-se usando um número elevado (ou expoente). Ex.: «Fernando precisa de uma rapariga séria, recatada, capaz de suportar uma solidão como a sua»1.
No rodapé a nota deve, pois, ser assinalada pelo número respectivo, em expoente, seguindo-se o texto citado.
4. Identificação das obras:
Os elementos de identificação devem ser separados por vírgulas.
Em livros: Autor, Título [em itálico], cidade, editor, ano, nº de edição, volume, página.
Ex.: Carlos de Oliveira, Alcateia, Coimbra, Coimbra Editora, 1944, p. 95.
Em partes de livros ou de miscelâneas, em poemas: Autor, “Parte do livro, da miscelânea, do poema, etc.[entre aspas duplas altas]”, Título do livro [em itálico], (Organizador ou coordenador, etc., entre parênteses), cidade, editor, ano, nº de edição, volume, página [só com um p.].
Artigos de revista ou de outros periódicos: Autor, “Título do artigo [entre aspas duplas altas]”, Revista [em itálico e sem vírgula a seguir] número, tomo ou fascículo [com vírgula entre eles, mas não a seguir] (Cidade, ano) [entre parênteses] número das páginas do artigo [sem vírgula antes, nem abreviatura p.].
Referência a livros e revistas no texto: em itálico, com a primeira letra de cada palavra em caixa alta, com excepção de “e” e artigos.
5. Não deixar espaço depois dos seguintes sinais: « ou ( . E imediatamente antes do seu fecho.
Ex.: «Fernando…a sua» ou (Fernando…a sua).
6. Identificar o autor. No início do artigo vem primeiro o título e depois o nome do autor (em itálico) seguido de asterisco. Este é retomado no rodapé com a identificação do autor, pelo grau académico ou profissão.
1. Citações:
As citações até três linhas devem integrar o corpo do texto e ser assinaladas entre aspas («…») e não entre vírgulas altas duplas (“…”). Devem ser escritas em letra igual à do texto, não em itálico. Ex.: «Uma camponesa…»
As citações com mais de três linhas devem constituir um parágrafo independente, mas em tipo menor, sem aspas, sem ser recolhido nem grifado. Ex.:
Entre os vários traços caracterizadores de alguns dos mais importantes escritores
neo-realistas
destaca-se uma relação pregnante com o imaginário telúrico. Ou
2. Destaques:
O itálico ou grifo deve ser reservado para palavra ou locução em língua estrangeira.
Para destacar um vocábulo em português deve usar vírgulas altas simples ou duplas, o negro, etc.
Não utilizar o sublinhado.
3. Notas:
As notas devem figurar em rodapé. Quando se tratar de simples remissão bibliográfica,
esta pode ser intercalada no corpo do texto, indicando o sobrenome do autor, o ano e nº. da página. Ex.: (Namora, 1945, 56). Este caso só se justifica se o trabalho contiver uma bibliografia final suficientemente ampla e ordenada pelo sobrenome destacado dos autores (digamos a partir de 10 títulos). Caso contrário a sua leitura torna-se incómoda.
A assinalação das notas de rodapé, no texto, deve fazer-se usando um número elevado (ou expoente). Ex.: «Fernando precisa de uma rapariga séria, recatada, capaz de suportar uma solidão como a sua»1.
No rodapé a nota deve, pois, ser assinalada pelo número respectivo, em expoente, seguindo-se o texto citado.
4. Identificação das obras:
Os elementos de identificação devem ser separados por vírgulas.
Em livros: Autor, Título [em itálico], cidade, editor, ano, nº de edição, volume, página.
Ex.: Carlos de Oliveira, Alcateia, Coimbra, Coimbra Editora, 1944, p. 95.
Em partes de livros ou de miscelâneas, em poemas: Autor, “Parte do livro, da miscelânea, do poema, etc.[entre aspas duplas altas]”, Título do livro [em itálico], (Organizador ou coordenador, etc., entre parênteses), cidade, editor, ano, nº de edição, volume, página [só com um p.].
Artigos de revista ou de outros periódicos: Autor, “Título do artigo [entre aspas duplas altas]”, Revista [em itálico e sem vírgula a seguir] número, tomo ou fascículo [com vírgula entre eles, mas não a seguir] (Cidade, ano) [entre parênteses] número das páginas do artigo [sem vírgula antes, nem abreviatura p.].
Referência a livros e revistas no texto: em itálico, com a primeira letra de cada palavra em caixa alta, com excepção de “e” e artigos.
5. Não deixar espaço depois dos seguintes sinais: « ou ( . E imediatamente antes do seu fecho.
Ex.: «Fernando…a sua» ou (Fernando…a sua).
6. Identificar o autor. No início do artigo vem primeiro o título e depois o nome do autor (em itálico) seguido de asterisco. Este é retomado no rodapé com a identificação do autor, pelo grau académico ou profissão.
1
Obra citada, de acordo com as normas de identificação.
Próximos números (em preparação)
Nova Síntese, n.º 9 - Imprensa Regional e Neo-Realismo
Nova Síntese, n.º 10 - O Neo-Realismo nas Artes Visuais (título provisório)
Nova Síntese, n.º 11 - Mário Dionísio - Como Uma Pedra no Silêncio (título provisório)
Nova Síntese, n.º 12 - O Neo-Realismo no Cinema
Nova Síntese, n.º 10 - O Neo-Realismo nas Artes Visuais (título provisório)
Nova Síntese, n.º 11 - Mário Dionísio - Como Uma Pedra no Silêncio (título provisório)
Nova Síntese, n.º 12 - O Neo-Realismo no Cinema
Alves Redol o olhar das ciências sociais
Sinopse:
Alves Redol – O olhar das ciências sociais é o resultado da leitura da obra do escritor Alves Redol por antropólogos, historiadores, geógrafos, sociólogos, etnógrafos, folcloristas e outros cientistas sociais. Estes artigos derivam do "Colóquio Internacional Alves Redol e as Ciências Sociais - a literatura e o real, os processos e os agentes", que decorreu na FCSH (UNL) e Museu do Neo-Realismo, de 7 a 10 de Novembro de 2012.
Coordenação: António Mota Redol e Paula Godinho
Patrocínios: Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo, Museu do Neo-Realismo
Ano: 2014
Edição: Colibri
N. páginas: 520
Formato: 23x16
ISBN: 978-989-689-440-5
Alves Redol – O olhar das ciências sociais é o resultado da leitura da obra do escritor Alves Redol por antropólogos, historiadores, geógrafos, sociólogos, etnógrafos, folcloristas e outros cientistas sociais. Estes artigos derivam do "Colóquio Internacional Alves Redol e as Ciências Sociais - a literatura e o real, os processos e os agentes", que decorreu na FCSH (UNL) e Museu do Neo-Realismo, de 7 a 10 de Novembro de 2012.
Índice:
1. Introdução
Apresentação
Alves Redol: Viver com o povo, estudar a envolvência, etnografia e literatura
António Mota Redol
2. Alves Redol: resistência, libertação e fantasia
“Jouez la Marseillaise!”. As Franças de Redol
Luísa Tiago de Oliveira
Redol – Mulheres de um tempo ido
Helena Neves
O Cavalo Espantado: da cidade cinzenta, aos refugiados de ontem e de hoje
Cristina Santinho
Revisitando os contos infantis – “Velhas histórias que convém saber melhor”
Joana Alcântara
Guardadores de vacas, de sonhos… e de memórias
Inês Fonseca
3. Políticas, Ideias e Letras
Alves Redol. As condições culturais e históricas na génese da sua obra, por Jorge Crespo
Alves Redol – O olhar das ciências sociais História e Literatura: considerações acerca do Barranco de cegos de Alves Redol, por A. Paulo Dias Oliveira
Sobre o risco de ser Redol, por Mariana Costódio do Nascimento
Alves Redol em África: as crónicas «De longe», por Pedro Ferreira
Alves Redol, os camponeses e o mundo novo, por Fernando Oliveira Baptista
4. Etnografias, etnografismos
O etnografismo e o universo ficcional de Alves Redol, por Vítor Viçoso (FLUL)
Aficion em palavras e sentimento, Alves Redol e a cultura tauromáquica, por David Santos
Alves Redol e a vivência etnográfica, preparando os romances, por Luís Filipe Maçarico (FCSH/UNL)
Perspectivas de teatro e comunidade: do etnografismo ao didatismo, por Miguel Falcão (ESE Lisboa)
Acerca do Inquérito em Alves Redol, por João Madeira
5. A Lisboa de Redol
Os Reinegros: Lisboa, quotidiano e republicanismo, por Maria Alice Samara (IHC-FCSH/UNL)
As crónicas radiofónicas do senhor A, por Carina Infante do Carmo (UA e CEC-FLUL)
Aos homens falavam muitas vezes em lugares de futuro: trabalho e destino em Anúncio, por João Edral (IELT-FCSH/UNL)
6. Camponeses e pescadores: o Douro e o mar de Redol
Alves Redol. Um olhar sobre o Douro, por António Monteiro Cardoso (CEHC-ISCTE/IUL)
“Vindima de Sangue”: movimentações populares no Douro no final da Monarquia e no início da República, por Gaspar Martins Pereira (FLUP)
A subjectvidade no Ciclo Port Wine de Alves Redol. A dura aprendizagem da esperança, por Shawn Parkhurst (Universidade de Louisville/Kentucky)
A Nazaré de Alves Redol, por Miguel Cardina (CES-Coimbra)
De Muralha a Canhão. Notas sobre o mar-trabalho e o mar-lazer na Nazaré, por Paulo Mendes (UTAD)
7. O Ribatejo de Redol
Gaibéus: “antes de tudo um documentário humano”. Povo, arte e etnografia, por Sónia Almeida (FCSH/UNL)
Música da Borda d’Água – nos textos e imagens de Alves Redol Domingos Morais, por (IELT/FCSH/UNL)
Ribatejo. As falas da terra e as falas do rio, por Filomena Sousa (IELT-FCSH/UNL)
Factores identitários da cultura avieira, por João Monteiro Serrano (Instituto Politécnico de Santarém)
“Eles não sabem o custo da galé” – Cultura Popular, Etnografia e Resistência na obra de Alves Redol, por Paula Godinho (FCSH/UNL)
1. Introdução
Apresentação
Alves Redol: Viver com o povo, estudar a envolvência, etnografia e literatura
António Mota Redol
2. Alves Redol: resistência, libertação e fantasia
“Jouez la Marseillaise!”. As Franças de Redol
Luísa Tiago de Oliveira
Redol – Mulheres de um tempo ido
Helena Neves
O Cavalo Espantado: da cidade cinzenta, aos refugiados de ontem e de hoje
Cristina Santinho
Revisitando os contos infantis – “Velhas histórias que convém saber melhor”
Joana Alcântara
Guardadores de vacas, de sonhos… e de memórias
Inês Fonseca
3. Políticas, Ideias e Letras
Alves Redol. As condições culturais e históricas na génese da sua obra, por Jorge Crespo
Alves Redol – O olhar das ciências sociais História e Literatura: considerações acerca do Barranco de cegos de Alves Redol, por A. Paulo Dias Oliveira
Sobre o risco de ser Redol, por Mariana Costódio do Nascimento
Alves Redol em África: as crónicas «De longe», por Pedro Ferreira
Alves Redol, os camponeses e o mundo novo, por Fernando Oliveira Baptista
4. Etnografias, etnografismos
O etnografismo e o universo ficcional de Alves Redol, por Vítor Viçoso (FLUL)
Aficion em palavras e sentimento, Alves Redol e a cultura tauromáquica, por David Santos
Alves Redol e a vivência etnográfica, preparando os romances, por Luís Filipe Maçarico (FCSH/UNL)
Perspectivas de teatro e comunidade: do etnografismo ao didatismo, por Miguel Falcão (ESE Lisboa)
Acerca do Inquérito em Alves Redol, por João Madeira
5. A Lisboa de Redol
Os Reinegros: Lisboa, quotidiano e republicanismo, por Maria Alice Samara (IHC-FCSH/UNL)
As crónicas radiofónicas do senhor A, por Carina Infante do Carmo (UA e CEC-FLUL)
Aos homens falavam muitas vezes em lugares de futuro: trabalho e destino em Anúncio, por João Edral (IELT-FCSH/UNL)
6. Camponeses e pescadores: o Douro e o mar de Redol
Alves Redol. Um olhar sobre o Douro, por António Monteiro Cardoso (CEHC-ISCTE/IUL)
“Vindima de Sangue”: movimentações populares no Douro no final da Monarquia e no início da República, por Gaspar Martins Pereira (FLUP)
A subjectvidade no Ciclo Port Wine de Alves Redol. A dura aprendizagem da esperança, por Shawn Parkhurst (Universidade de Louisville/Kentucky)
A Nazaré de Alves Redol, por Miguel Cardina (CES-Coimbra)
De Muralha a Canhão. Notas sobre o mar-trabalho e o mar-lazer na Nazaré, por Paulo Mendes (UTAD)
7. O Ribatejo de Redol
Gaibéus: “antes de tudo um documentário humano”. Povo, arte e etnografia, por Sónia Almeida (FCSH/UNL)
Música da Borda d’Água – nos textos e imagens de Alves Redol Domingos Morais, por (IELT/FCSH/UNL)
Ribatejo. As falas da terra e as falas do rio, por Filomena Sousa (IELT-FCSH/UNL)
Factores identitários da cultura avieira, por João Monteiro Serrano (Instituto Politécnico de Santarém)
“Eles não sabem o custo da galé” – Cultura Popular, Etnografia e Resistência na obra de Alves Redol, por Paula Godinho (FCSH/UNL)
Coordenação: António Mota Redol e Paula Godinho
Patrocínios: Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo, Museu do Neo-Realismo
Ano: 2014
Edição: Colibri
N. páginas: 520
Formato: 23x16
ISBN: 978-989-689-440-5
Nova Síntese, n.º 8 (2013)
Tema:“Entre «Neo-Realismo» e «Regionalismo»”. Circulação das Ideias Estéticas Portugal/Brasil
Sinopse:
A circulação de projetos e obras de índole cultural entre Portugal e Brasil registou no século XX alguns períodos de indiscutível intensidade. Essas trocas culturais assumiram uma configuração particular desde os meados dos anos trinta do século XX, em especial no âmbito do que, entre nós, se chamou neorrealismo. Se não era nova a ambição de uma comunidade luso-brasileira e se não eram inéditos os esforços em prol de um melhor conhecimento mútuo das artes portuguesas e brasileiras, o que rapidamente tomou corpo naquela configuração foi outra coisa do que um programa ideológico assente na língua ou um esforço de atualização literária ou artística. No regionalismo brasileiro, a definição de uma progressiva nitidez de pressupostos por parte dos jovens intelectuais portugueses identificou uma literatura que convinha à circunstância histórica, no sentido em que constituía uma expressão possível de um modernismo que quer ser compatível com o aprofundamento das consciências nacionais e com uma leitura da atualidade entendida como viragem civilizacional emancipatória que se pressupunha coincidir com um horizonte socialista. A recepção desse regionalismo em Portugal, situa-se, por isso, menos na ordem da influência do que no plano de um propósito crítico prospetivo de aclaramento das possibilidades da ficção em condições políticas e sociais determinadas. [António Pedro Pita]
Índice:
Apresentação, por António Pedro Pita
Breve história descritiva de um interesse, por Luís Bueno
António Ramos de Almeida: Notas sobre a representação neo-realista, por Valéria Paiva
Literatura, trabalho e terra: Cacau de Jorge Amado, e Fanga de Alves Redol, por Edvaldo A. Bergamo
Ecos de Cacau, de Jorge Amado, na efabulação de Gaibéus, de Alves Redol, por Manuel G. Simões
Ferreira de Castro e Jorge Amado, por Ricardo António Alves
Portinari: A descoberta do pintor do povo d’além Atlântico, por Luísa Duarte Santos
Mário Dionísio e Portinari, as mãos e o sonho, por João Marques Lopes
Bibliografia comentada, referente ao Neo-Realismo literário e/ou autores neo-realistas portugueses, publicada no Brasil, Pesquisa e organização de A. Mota Redol
2. TEXTO EXTRA
Reger sonhos e verdades: Uma estratégia de ficção, por Izabel Margato
3. TEXTO REPUBLICADO
Alves Redol: Do ‘etnografismo’ à construção de uma poética da narrativa neo-realista, por Vítor Viçoso
4. SOBRE LIVROS APRESENTADOS EM SESSÕES ORGANIZADAS PELA ASSOCIAÇÃO PROMOTORA DO MUSEU DO NEO-REALISMO
Homenagem sincera a Francisco Castro Rodrigues, por Vítor Silva Tavares
5. ACTIVIDADES DA ASSOCIAÇÃO PROMOTORA DO MUSEU DO NEO-REALISMO (2012)
Relatório de Actividades da Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo em 2012
Director: Vítor Pena Viçoso
Director-adjunto: António Mota Redol
Coordenador: António Pedro Pita
Propriedade e Administração: Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo
Ano: 2015
Edição: Colibri
N. páginas: 344
ISSN: 1646-5989
Sinopse:A circulação de projetos e obras de índole cultural entre Portugal e Brasil registou no século XX alguns períodos de indiscutível intensidade. Essas trocas culturais assumiram uma configuração particular desde os meados dos anos trinta do século XX, em especial no âmbito do que, entre nós, se chamou neorrealismo. Se não era nova a ambição de uma comunidade luso-brasileira e se não eram inéditos os esforços em prol de um melhor conhecimento mútuo das artes portuguesas e brasileiras, o que rapidamente tomou corpo naquela configuração foi outra coisa do que um programa ideológico assente na língua ou um esforço de atualização literária ou artística. No regionalismo brasileiro, a definição de uma progressiva nitidez de pressupostos por parte dos jovens intelectuais portugueses identificou uma literatura que convinha à circunstância histórica, no sentido em que constituía uma expressão possível de um modernismo que quer ser compatível com o aprofundamento das consciências nacionais e com uma leitura da atualidade entendida como viragem civilizacional emancipatória que se pressupunha coincidir com um horizonte socialista. A recepção desse regionalismo em Portugal, situa-se, por isso, menos na ordem da influência do que no plano de um propósito crítico prospetivo de aclaramento das possibilidades da ficção em condições políticas e sociais determinadas. [António Pedro Pita]
Índice:
Apresentação, por António Pedro Pita
Breve história descritiva de um interesse, por Luís Bueno
António Ramos de Almeida: Notas sobre a representação neo-realista, por Valéria Paiva
Literatura, trabalho e terra: Cacau de Jorge Amado, e Fanga de Alves Redol, por Edvaldo A. Bergamo
Ecos de Cacau, de Jorge Amado, na efabulação de Gaibéus, de Alves Redol, por Manuel G. Simões
Ferreira de Castro e Jorge Amado, por Ricardo António Alves
Portinari: A descoberta do pintor do povo d’além Atlântico, por Luísa Duarte Santos
Mário Dionísio e Portinari, as mãos e o sonho, por João Marques Lopes
Bibliografia comentada, referente ao Neo-Realismo literário e/ou autores neo-realistas portugueses, publicada no Brasil, Pesquisa e organização de A. Mota Redol
2. TEXTO EXTRA
Reger sonhos e verdades: Uma estratégia de ficção, por Izabel Margato
3. TEXTO REPUBLICADO
Alves Redol: Do ‘etnografismo’ à construção de uma poética da narrativa neo-realista, por Vítor Viçoso
4. SOBRE LIVROS APRESENTADOS EM SESSÕES ORGANIZADAS PELA ASSOCIAÇÃO PROMOTORA DO MUSEU DO NEO-REALISMO
Homenagem sincera a Francisco Castro Rodrigues, por Vítor Silva Tavares
5. ACTIVIDADES DA ASSOCIAÇÃO PROMOTORA DO MUSEU DO NEO-REALISMO (2012)
Relatório de Actividades da Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo em 2012
Director: Vítor Pena Viçoso
Director-adjunto: António Mota Redol
Coordenador: António Pedro Pita
Propriedade e Administração: Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo
Ano: 2015
Edição: Colibri
N. páginas: 344
ISSN: 1646-5989
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