segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Chamada de artigos para o n.º 12

NOVAS DATAS
Envio de resumos/propostas até 31 de Dezembro de 2016
Envio de textos até 28 de Fevereiro de 2017
Línguas: português e castelhano
Email: leonor(ponto)areal4(arroba)gmail(ponto)com

Tema: Neo-realismo no cinema

O Neo-realismo no cinema é sobretudo conotado com o cinema italiano do pós-guerra e com diversos autores que, todavia, nos anos 50 começam a divergir das tendências iniciais, definidas essencialmente como um humanismo atento às realidades sociais. As sementes deste movimento, que se tornou de sucesso internacional, medraram noutros países que receberam essa proposta de cinema como modelo, influência e estímulo. Assim nasceram correntes neo-realistas peculiares em países latinos de regime autoritário, como Espanha, Portugal, Brasil e outros hispano-americanos, conjunto que aqui delimita um circuito de intercâmbios linguísticos, culturais e artísticos que será interessante relacionar. A tendência realista dos anos 50 perdura ainda nos cinemas novos dos anos 60, mesmo quando se revela como divergência estética, o que nos abre uma maior latitude nesta abordagem.

Sugestões temáticas

Âmbito:

Neo-realismo no cinema português, italiano, espanhol, brasileiro e hispano-americano
Neo-realismo e novos-cinemas
Relações entre o cinema, a literatura e outras artes
Contextos geracionais e políticos

Abordagens:
  • estudo de autores e obras cinematográficas
  • adaptação de obras literárias
  • influências do neo-realismo literário no Novo Cinema português
  • correntes no cinema dos anos 50 e 60
  • representações culturais e sociais
  • temáticas recorrentes
  • (pescadores, camponeses, operários, subúrbios, marginalidade, circo, etc.)
  • outros realismos, influências e heranças
  • circulação de ideias estéticas
  • modos de criação e produção
  • continuidades e rupturas
  • projectos não-realizados (de escritores e cineastas)
  • análise comparada
  • teoria do cinema e releitura de obras
  • recepção e crítica
  • revistas cinematográficas e público
  • melodrama e realismo
  • ideologia e política
  • identidade cultural e nacional
  • realismo e etnografia
  • movimento cineclubista
  • festivais de cinema
  • cinema militante
  • censura
  • documentário
  • fotografia
  • etc.

Director: Vítor Pena Viçoso
Director-adjunto: António Mota Redol
Coordenação do nº 12: Leonor Areal
Propriedade e Administração: Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo

Normas de referência bibliográfica

Normas redaccionais para a elaboração dos textos para a revista Nova Síntese

1. Citações:
As citações até três linhas devem integrar o corpo do texto e ser assinaladas entre aspas («…») e não entre vírgulas altas duplas (“…”). Devem ser escritas em letra igual à do texto, não em itálico. Ex.: «Uma camponesa…»

As citações com mais de três linhas devem constituir um parágrafo independente, mas em tipo menor, sem aspas, sem ser recolhido nem grifado. Ex.:

         Entre os vários traços caracterizadores de alguns dos mais importantes escritores  
          neo-realistas destaca-se uma relação pregnante com o imaginário telúrico. Ou

2. Destaques:
O itálico ou grifo deve ser reservado para palavra ou locução em língua estrangeira.
Para destacar um vocábulo em português deve usar vírgulas altas simples ou duplas, o negro, etc.
Não utilizar o sublinhado.

3. Notas:
As notas devem figurar em rodapé. Quando se tratar de simples remissão bibliográfica,
esta pode ser intercalada no corpo do texto, indicando o sobrenome do autor, o ano e nº. da página. Ex.: (Namora, 1945, 56). Este caso só se justifica se o trabalho contiver uma bibliografia final suficientemente ampla e ordenada pelo sobrenome destacado dos autores (digamos a partir de 10 títulos). Caso contrário a sua leitura torna-se incómoda.

A assinalação das notas de rodapé, no texto, deve fazer-se usando um número elevado (ou expoente). Ex.: «Fernando precisa de uma rapariga séria, recatada, capaz de suportar uma solidão como a sua»1.

No rodapé a nota deve, pois, ser assinalada pelo número respectivo, em expoente, seguindo-se o texto citado.

4. Identificação das obras:
Os elementos de identificação devem ser separados por vírgulas.
Em livros: Autor, Título [em itálico], cidade, editor, ano, nº de edição, volume, página.
Ex.: Carlos de Oliveira, Alcateia, Coimbra, Coimbra Editora, 1944, p. 95.

Em partes de livros ou de miscelâneas, em poemas: Autor, “Parte do livro, da miscelânea, do poema, etc.[entre aspas duplas altas]”, Título do livro [em itálico], (Organizador ou coordenador, etc., entre parênteses), cidade, editor, ano, nº de edição, volume, página [só com um p.].

Artigos de revista ou de outros periódicos: Autor, “Título do artigo [entre aspas duplas altas]”, Revista [em itálico e sem vírgula a seguir] número, tomo ou fascículo [com vírgula entre eles, mas não a seguir] (Cidade, ano) [entre parênteses] número das páginas do artigo [sem vírgula antes, nem abreviatura p.].

Referência a livros e revistas no texto: em itálico, com a primeira letra de cada palavra em caixa alta, com excepção de “e” e artigos.

5. Não deixar espaço depois dos seguintes sinais: « ou ( . E imediatamente antes do seu fecho.
Ex.: «Fernando…a sua» ou (Fernando…a sua).

6. Identificar o autor. No início do artigo vem primeiro o título e depois o nome do autor (em itálico) seguido de asterisco. Este é retomado no rodapé com a identificação do autor, pelo grau académico ou profissão.

1 Obra citada, de acordo com as normas de identificação.

Próximos números (em preparação)

Nova Síntese, n.º 9 - Imprensa Regional e Neo-Realismo

Nova Síntese, n.º 10 - O Neo-Realismo nas Artes Visuais (título provisório)

Nova Síntese, n.º 11 - Mário Dionísio - Como Uma Pedra no Silêncio (título provisório)

Nova Síntese, n.º 12 - O Neo-Realismo no Cinema

Alves Redol o olhar das ciências sociais

Sinopse:

Alves Redol – O olhar das ciências sociais é o resultado da leitura da obra do escritor Alves Redol por antropólogos, historiadores, geógrafos, sociólogos, etnógrafos, folcloristas e outros cientistas sociais. Estes artigos derivam do "Colóquio Internacional Alves Redol e as Ciências Sociais - a literatura e o real, os processos e os agentes", que decorreu na FCSH (UNL) e Museu do Neo-Realismo, de 7 a 10 de Novembro de 2012.


Índice:

1. Introdução

Apresentação

Alves Redol: Viver com o povo, estudar a envolvência, etnografia e literatura
António Mota Redol

 

2. Alves Redol: resistência, libertação e fantasia
 
“Jouez la Marseillaise!”. As Franças de Redol
Luísa Tiago de Oliveira

Redol – Mulheres de um tempo ido
Helena Neves

O Cavalo Espantado: da cidade cinzenta, aos refugiados de ontem e de hoje
Cristina Santinho

Revisitando os contos infantis – “Velhas histórias que convém saber melhor”
Joana Alcântara

Guardadores de vacas, de sonhos… e de memórias
Inês Fonseca

 

3. Políticas, Ideias e Letras

Alves Redol. As condições culturais e históricas na génese da sua obra, por Jorge Crespo
 

Alves Redol – O olhar das ciências sociais História e Literatura: considerações acerca do Barranco de cegos de Alves Redol, por A. Paulo Dias Oliveira

Sobre o risco de ser Redol, por Mariana Costódio do Nascimento

Alves Redol em África: as crónicas «De longe», por Pedro Ferreira

Alves Redol, os camponeses e o mundo novo, por Fernando Oliveira Baptista

 

4. Etnografias, etnografismos

O etnografismo e o universo ficcional de Alves Redol, por Vítor Viçoso (FLUL)

Aficion em palavras e sentimento, Alves Redol e a cultura tauromáquica, por David Santos

Alves Redol e a vivência etnográfica, preparando os romances, por Luís Filipe Maçarico (FCSH/UNL)

Perspectivas de teatro e comunidade: do etnografismo ao didatismo, por Miguel Falcão (ESE Lisboa)

Acerca do Inquérito em Alves Redol, por João Madeira

 

5. A Lisboa de Redol

Os Reinegros: Lisboa, quotidiano e republicanismo, por Maria Alice Samara (IHC-FCSH/UNL)

As crónicas radiofónicas do senhor A, por Carina Infante do Carmo (UA e CEC-FLUL)

Aos homens falavam muitas vezes em lugares de futuro: trabalho e destino em Anúncio, por João Edral (IELT-FCSH/UNL)

 

6. Camponeses e pescadores: o Douro e o mar de Redol

Alves Redol. Um olhar sobre o Douro, por António Monteiro Cardoso (CEHC-ISCTE/IUL)

“Vindima de Sangue”: movimentações populares no Douro no final da Monarquia e no início da República, por Gaspar Martins Pereira (FLUP)

A subjectvidade no Ciclo Port Wine de Alves Redol. A dura aprendizagem da esperança, por Shawn Parkhurst (Universidade de Louisville/Kentucky)

A Nazaré de Alves Redol, por Miguel Cardina (CES-Coimbra)

De Muralha a Canhão. Notas sobre o mar-trabalho e o mar-lazer na Nazaré, por Paulo Mendes (UTAD) 



7. O Ribatejo de Redol

Gaibéus: “antes de tudo um documentário humano”. Povo, arte e etnografia, por Sónia Almeida (FCSH/UNL)

Música da Borda d’Água – nos textos e imagens de Alves Redol Domingos Morais, por (IELT/FCSH/UNL)

Ribatejo. As falas da terra e as falas do rio, por Filomena Sousa (IELT-FCSH/UNL)

Factores identitários da cultura avieira, por João Monteiro Serrano (Instituto Politécnico de Santarém)

“Eles não sabem o custo da galé” – Cultura Popular, Etnografia e Resistência na obra de Alves Redol, por Paula Godinho (FCSH/UNL)


Coordenação: António Mota Redol e Paula Godinho 
Patrocínios: Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo, Museu do Neo-Realismo
Ano: 2014
Edição: Colibri
N. páginas: 520
Formato: 23x16
ISBN: 978-989-689-440-5

Nova Síntese, n.º 8 (2013)

Tema:“Entre «Neo-Realismo» e «Regionalismo»”. Circulação das Ideias Estéticas Portugal/Brasil

Sinopse:
A circulação de projetos e obras de índole cultural entre Portugal e Brasil registou no século XX alguns períodos de indiscutível intensidade. Essas trocas culturais assumiram uma configuração particular desde os meados dos anos trinta do século XX, em especial no âmbito do que, entre nós, se chamou neorrealismo. Se não era nova a ambição de uma comunidade luso-brasileira e se não eram inéditos os esforços em prol de um melhor conhecimento mútuo das artes portuguesas e brasileiras, o que rapidamente tomou corpo naquela configuração foi outra coisa do que um programa ideológico assente na língua ou um esforço de atualização literária ou artística. No regionalismo brasileiro, a definição de uma progressiva nitidez de pressupostos por parte dos jovens intelectuais portugueses identificou uma literatura que convinha à circunstância histórica, no sentido em que constituía uma expressão possível de um modernismo que quer ser compatível com o aprofundamento das consciências nacionais e com uma leitura da atualidade entendida como viragem civilizacional emancipatória que se pressupunha coincidir com um horizonte socialista. A recepção desse regionalismo em Portugal, situa-se, por isso, menos na ordem da influência do que no plano de um propósito crítico prospetivo de aclaramento das possibilidades da ficção em condições políticas e sociais determinadas. [António Pedro Pita]

Índice:
Apresentação, por António Pedro Pita

Breve história descritiva de um interesse, por Luís Bueno

António Ramos de Almeida: Notas sobre a representação neo-realista, por Valéria Paiva

Literatura, trabalho e terra: Cacau de Jorge Amado, e Fanga de Alves Redol, por Edvaldo A. Bergamo

Ecos de Cacau, de Jorge Amado, na efabulação de Gaibéus, de Alves Redol, por Manuel G. Simões

Ferreira de Castro e Jorge Amado, por Ricardo António Alves

Portinari: A descoberta do pintor do povo d’além Atlântico, por Luísa Duarte Santos

Mário Dionísio e Portinari, as mãos e o sonho, por João Marques Lopes

Bibliografia comentada, referente ao Neo-Realismo literário e/ou autores neo-realistas portugueses, publicada no Brasil, Pesquisa e organização de A. Mota Redol

2. TEXTO EXTRA

Reger sonhos e verdades: Uma estratégia de ficção, por Izabel Margato

3. TEXTO REPUBLICADO

Alves Redol: Do ‘etnografismo’ à construção de uma poética da narrativa neo-realista, por Vítor Viçoso

4. SOBRE LIVROS APRESENTADOS EM SESSÕES ORGANIZADAS PELA ASSOCIAÇÃO PROMOTORA DO MUSEU DO NEO-REALISMO

Homenagem sincera a Francisco Castro Rodrigues, por Vítor Silva Tavares

5. ACTIVIDADES DA ASSOCIAÇÃO PROMOTORA DO MUSEU DO NEO-REALISMO (2012)

Relatório de Actividades da Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo em 2012


Director: Vítor Pena Viçoso
Director-adjunto: António Mota Redol
Coordenador: António Pedro Pita
Propriedade e Administração: Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo
Ano: 2015
Edição: Colibri
N. páginas: 344
ISSN: 1646-5989

Nova Síntese, n.º 7 (2012)

Tema: Alves Redol

Sinopse:

Alves Redol (n. Vila Franca de Xira, 29 de Dezembro de 1911 – m. Lisboa, 29 de Novembro de 1969) é pioneiro e construtor do movimento cultural do neo-realismo. Investigar a terra portuguesa e o seu povoamento humano, reinventando o legado etnográfico oitocentista e das primeiras décadas do século XX, levou-o a maturar a sua escrita comprometida e a aglutinar à sua volta inúmeros projectos no domínio da literatura, da etnografia, do cinema e das artes visuais; com eles perseguiu incansavelmente o sentido emancipatório do trabalho intelectual e da cultura.

A direcção da revista Nova Síntese – Textos e Contextos do Neo-Realismo decidiu reservar o presente número para reunir textos de distintos especialistas, que resultam das conferências  e comunicações apresentadas  no Congresso Internacional - "No centenário do nascimento de Alves Redol", em 19, 20 e 21 de Janeiro de 2012, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e no Museu do Neo-Realismo. Acreditamos que, com este número da Nova Síntese, inequivocamente se aprofundam as leituras críticas sobre a obra literária e cultural de Alves Redol.

Índice:

1. ALVES REDOL – HORIZONTE REVELADO
Nota introdutória

1.ª PARTE – CONFERÊNCIAS

Alves Redol e a poética do romance: encruzilhadas e derivas ideológicas, por Carlos Reis

Poética da transformação do texto em Avieiros, por Maria Alzira Seixo

Avieiros, de Alves Redol. Uma história das pequenas epopeias, por Helena Carvalhão Buescu

Para a história do neo-realismo: O Cavalo Espantado, testemunho ético-poético, por Ana Paula Ferreira

Alves Redol e a desconstrução do género: O Muro Branco, por Maria Graciete Besse

«A mão será a mesma?» – Notas autobiográficas de Alves Redol, por Paula Morão

Redol – O realismo e a «palavra-pele», por Isabel Pires de Lima

Alguns prefácios ou leitura(s) de Redol, por António Pedro Pita

Alves Redol: do ‘etnografismo’ à construção de uma poética da narrativa neo-realista, por Vítor Pena Viçoso

Gaibéus: obra de arte ou ensaio etnográfico? Alves Redol, a literatura e a antropologia, por Manuel Gusmão

Buscar a identidade na alteridade: Lopes-Graça e o conceito de ‘povo’ na música tradicional, por Mário Vieira de Carvalho


2.ª PARTE – COMUNICAÇÕES

Explicar, fixar, ajustar parâmetros do neo-realismo português, por Izabel Margato

Concepções de Alves Redol sobre a ficção e a narrativa: prefácios a Avieiros e a Fanga, por Antony Cardoso Bezerra

Prefácio de Alves Redol num livro de contos: Carlos Pato ou o homem que trazia o futuro no coração, por José do Carmo Francisco

Alves Redol nos ‘anos de chumbo’ do neo-realismo, por João Madeira

Entre a utopia e a distopia: a cosmovisão neo-realista, por Ana Cristina Correia Gil

Limites do literário na obra de Alves Redol, por José Manuel de Vasconcelos

A intertextualidade: um princípio da escrita redoliana?, por Lucien Diouf

Pensamento e acção de Alves Redol no neo-realismo visual: a estética, a arte e as artes visuo-plásticas, por Luísa Duarte Santos

‘A natureza mecânica da realidade’ – A fotografia e o Movimento Neo-Realista, por Emília Tavares

De bloco em punho e ‘máquina-de-tirar-retratos’: Alves Redol, o documento e a fotografia, por David Santos

O efeito pictural e o efeito fílmico na narrativa de Gaibéus, por David Lopes

Percursos de Alves Redol pelo teatro: panorâmica focada na sua criação dramática, por Miguel Falcão

A Vida Mágica da Sementinha: poesia e ciência ou dos modos de conhecimento do mundo, por Bernardette Capelo-Pereira

Constantino, a infância e o sonho: superação das tensões essenciais da obra de Alves Redol, por Maria Madalena Marcos Carlos Teixeira da Silva

A obra para crianças de Alves Redol: o lúdico, o didático e o pictórico, por Anabela de Oliveira Figueiredo

2. TEXTO EXTRA-CONGRESSO

Crença e resignação no romance A Barca dos Sete Lemes, de Alves Redol, por Isabela Gomes Bustamante

3. ACTIVIDADES DA ASSOCIAÇÃO PROMOTORA DO MUSEU
DO NEO-REALISMO

Director: Vítor Pena Viçoso
Director-adjunto: António Mota Redol
Propriedade e Administração: Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo
Colaboração com a entidade: Câmara Municipal de Vila Franca de Xira
Ano: 2012
Edição: Colibri
N. páginas: 376
ISSN: 1646-5989